Olá amigos, hoje falarei sobre a visão grega sobre o céu:
"O conhecimento da Astronomia babilônia chegou à Grécia cerca de 500 a.C. Os baibilônios interessavam-se sobretudo por adivinhar augúrios¹ celestes - o que chamaríamos de Astrologia -, mas os gregos procuravam compreender os princípios físicos segundo os quais o Universo funcionava, começando a separar a ciência da superstição. Eudóxio, um astrônomo grego do séc. IV a.C., densenvolveu um sistema de 27 esferas cristalinas, alinhadas umas dentro das outras, girando em torno de diferentes eixos e em diferentes velocidades, que transportavam os corpos celestes ao redor de uma Terra esférica. Mais tarde, modificaram seu sistema, mas os princípios de um Universo de movimento circular perfeito e centrado na Terra (geocêntrico) permaneceram arraigados² no pensamento astonômico até o séc. XVII.
Entres os gregos, o mais notado astrônomo foi Hiparco, que compilou o primeiro catálogo preciso das estrelas visíveis a olho nu, no séc. II a.C. Além de medir suas posições , ele classificou as em seis categorias de brilho, criando a escala de magnitude usada hoje.
No séc. II d.C., Ptolomeu sintetizou³ o conhecimento astonômico grego numa obra conhecida como Almagesto, que significa 'o maior', nome dado por astrônomos árabes posteriores. Ela inclui uma versão atualizada do catálogo de Hiparco, expandida de 850 estrelas para mais de mil, organizadas em 48 contelações.
Ptolomeu reuniu idéias antigas e propôs um novo modelo para os movimentos dos corpos celestes. A órbita básica de cada corpo era um grande círculo, o deferente, cujo o centro era deslocado em relação à Terra. À medida que se movia ao longo do deferente, traçava também um círculo menor, o epiciclo."
¹augúrios: fato ou sinal que prenuncia o futuro. ²arraigados: fixados
Continuem lendo, amanhã falarei sobre astonomia árabe.
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